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O
que mais me chamou atenção no texto - e que é colocado de forma
incisiva - é o descompasso da relação humana com os objetos. Como
relatado, desde o século XIX até o atual, nós, como seres pensantes,
temos criado objetos e tecnologias cada vez mais complexas, com o
intuito de servir nossos propósitos: celulares e computadores facilitam a
comunicação e os transportes integram e agilizam a movimentação
espacial. Contudo, temos caído na nossa própria armadilha, uma vez que
essa relação de dominação se inverte, e os objetos (seres inanimados),
acabam por ditar nosso comportamento frente aos mesmos. A princípio a
ideia é assustadora, e até um pouco perversa, mas basta pararmos um
pouco para refletir e chegaremos à conclusão de que somos reféns das
redes sociais, que influenciam nossas relações interpessoais e a forma
que somos vistos na sociedade - se somos felizes, bem sucedidos, se
temos muitos amigos e por aí vai...- e também da rede de transporte, que
uma vez estabelecida, leva todo um contingente populacional a se
organizar ao seu favor - por exemplo: para chegar na faculdade às 7h30
eu devo considerar que o ônibus passa perto da minha casa 6h30, que ele
demora 30 minutos até o ponto que eu vou descer e que depois, terei que
andar por uns 10 minutos até a faculdade. Por isso, devo acordar por
volta de 5h40 para fazer café, me arrumar e estar pronta para sair as
6h20, esse cálculo feito diariamente por muitas pessoas mostra como
atualmente, temos nos adaptado aos objetos. Além disso, as mais variados
criações nos dominam na esfera simbólica, a medida que atribuímos a
esses, um status social ou econômico - ou seja, o fato de ter algo te
transforma, aos olhos da sociedade, em uma pessoa rica, intelectual,
descolada, etc.
| Observando o texto dos meus colegas pude perceber mais algumas coisas:
A
questão do mito bíblico, que não tinha chamado minha atenção até então,
passou a me intrigar e compor na minha opinião, um dos grandes pilares
do texto. A ideia de que o homem surgiu do barro, teria o nivelado a
ser-objeto, tornando possível a inversão do papel de dominação
humano-obejto mencionado no meu próprio texto. Além disso, gostei e
concordo muito com a visão de que nos vemos como tijolo: a base criadora
de tudo, o ser que anima as criações, contudo, sem os objetos, nós nos
tornaríamos praticamente seres inanimados, limitados pela distância e
pelas condições que a natureza nos impõe.
* Leia o texto original também:
Animação Cultural - pdf
Texto
Animação Cultural - pdf
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