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A perspectiva surgiu na Itália renascentista, através do arquiteto Filippo Brunelleschi. Essa criação significou uma nova forma de ver e representar o mundo, cada vez mais elaborada e realista ao trabalhar as três dimensões básicas (largura, altura e profundidade).
No desenho artístico a perspectiva pode ser definida como um recurso gráfico que utiliza linhas convergentes para criar a ilusão de tridimensionalidade do espaço e das formas, evidenciando o nível e o ângulo visual do observador no processo de observação do desenho.
| Elementos da Perspectiva |
- Linha do Horizonte: é a linha imaginária que determina a altura dos olhos de um observador em relação à linha de terra. Em uma paisagem é a linha do horizonte que separa o céu e a Terra, e delimita horizontalmente o nível do mar.
- Ponto de Vista: : ponto no chão de onde o espectador está olhando. (de onde parte nossa visão do objeto).
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- Ponto de Fuga: ponto onde as várias linhas de fuga parecem convergir na Linha do Horizonte. É aonde nosso olho irá bater o olho após uma rápida olhada pela obra.
- Linhas de Fuga: São linhas imaginárias que criam o efeito da perspectiva, da tridimensionalidade, convergindo para o ponto de fuga (onde todas se encontram).
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| Tipos de Perspectiva |
- Perspectiva Paralela ( 1 ponto de fuga ): nesse desenho as faces ficam paralelas para o observador e as linhas de fuga convergem para um único ponto.
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- Perspectiva Oblíqua ( 2 pontos de fuga ): quando o objeto fica com o vértice voltado para o observador, suas linhas de fuga se deslocam para dois pontos de fuga opostos.
- Perspectiva Aérea ( 3 pontos de fuga ): esse desenho pressupõe a observação de um objeto em posição obliqua, a partir de um nível a ser considerado. Para isso devemos colocar dois ponto de fuga na linha do horizonte e o terceiro na vertical do ponto de vista (dando a tridimensionalidade).
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| Dicas |
- Lembre-se de tentar desenhar levemente primeiro: ou verá linhas guias que não deveriam estar no desenho final. Os lápis mais claros, também são os mais duros (HB por exemplo), então é importante além da escolha certa do lápis, ter em mente de que é preciso deixar a mão leve para fazer traços suave.
- Observe os elementos da perspectiva nas paisagens: como as ruas, prédios, linhas ferroviárias convergem para um ponto de fuga (exemplo: primeira imagem do post) e entenda a importância da posição do observador para entendimento desta mesma imagem.
- Procure referências: devemos nos beneficiar da abundância de tutoriais, posts, livros online e fotos que a internet nos fornece para que possamos incorporar e aprimorar nossas próprias técnicas através do conhecimento.
- Praticar, praticar e praticar. No começo provavelmente será difícil e você não irá ver o seu desempenho logo de cara, mas não tem sensação melhor do que comparar desenhos atuais com os antigos e ver como a dedicação e o empenho não falham em trazer resultados.
- Para a representação de objetos menores, é valido utilizar a lógica da caixa: em que se desenha um cubo ou retângulo em perspectiva - evidenciando o ponto de fuga a ser utilizado - e dentro deste, posicione o objeto.






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