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· No início dos anos 1940 Kubitscheck convida Oscar Niemayer
para tornar a Pampulha um complexo de turismo e lazer, sendo equipado com
espaços de uso público, inexistentes na cidade, que seriam: o Cassino, o Iate
Clube, um hotel (obra não executada), a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do
Baile e a residência do prefeito.
O edifício do Cassino é o que melhor expressa as mudanças de costume e de sociabilidade oferecidas pelo Conjunto da Pampulha. O Cassino, inaugurado em 1942, tinha uma programação de apresentações musicais de alto nível, com atrações internacionais para receber a elite belo-horizontina, com seus nobres jogadores e suas elegantes esposas. O Cassino funcionou plenamente até 1946, quando foi desativado pela proibição dos jogos de azar no Brasil. Foi reaberto como museu em 1957, após uma mobilização feita pela prefeitura e pela população belo-horizontina. Hoje a edificação abriga o Museu de Arte da Pampulha.
Por ser uma construção voltada para um outro contexto funcional, a utilização deste espaço como um museu de arte é por vezes falha. A arquitetura imponente e muito aberta acaba atrapalhando muitas vezes a exposição das obras de arte, pois os artistas, não sabendo aproveitar devidamente o espaço, acabam por expor as obras em um palanque branco, desconsiderando o envolvimento intrínseco e inevitável entre arte e arquitetura.
| Croqui rápido da escultura "O abraço", de Ceschiatti |
A obra "O Abraço" de Alfredo Ceschiatti, 1943 - gerou muita polêmica na época que foi criada, por retratar a imagem de duas mulheres nuas se abraçando. Encomendada por Oscar Niemeyer para compor o Conjunto Moderno da Pampulha nos anos 40, a escultura passou muitos anos guardada.
A escultura entrou para o acervo do museu em 1957, ano de inauguração da nova fase. O levantamento da obra diz que a peça foi produzida para ocupar a Ilha dos Amores, um terreno no meio da Lagoa da Pampulha, hoje coberto de pequena mata.
| Detalhamento da escada do Museu da Pampulha |
| Croqui rápido fachada Museu da Pampulha |
A ideia de treinar o croqui rápido e com o pulso solto, segurando o lápis mais longe da ponta, é muito interessante, pois quanto menos tempo temos, mais nítido fica os traços principais, que nesse caso, compõe a estrutura da fachada do Museu de Arte da Pampulha.
| Croqui do Museu de Arte da Pampulha |
A falta de prática neste tipo de desenho que pede a representação do ponto de vista do observador e o tempo limitado (20 minutos) para desenhar uma paisagem tão complexa, foram os fatores que tive dificuldade. Além disso, a falta de um fundo e de hachuras ou sombreados mais expressivos, dão uma sensação de imagem chapada, característica que opõe totalmente às obras de Niemeyer, conhecidas pelas curvas livres e sensuais. No mais, tentei manter a verossimilhança do local, sem partir para a expressividade lúdica e artística evocadas pelas sensações de estar em um lugar com tanta história.











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