Inhotim - Galeria Psicoativa Tunga


A visitação de Inhotim, e principalmente da Galeria Psicoativa Tunga, guiada por um roteiro prévio elaborado pelos professores, contribuiu para que a experiência e vivência do lugar fosse única. Além de estarmos inseridos em um contexto de viagem quanto alunos de arquitetura, tendo uma bagagem diferente, a direção do olhar e os debates, fizeram com que a análise da paisagem natural junto ao contexto arquitetônico e artístico fossem analisados de forma mais aprofundada.



| Roteiro para visita em Inhotim comentado |

1. Ir à galeria escolhida pelo grupo. Entrar e, em silêncio, fruir longamente a obra sem ler sua descrição.

Foi interessante estar atenta as sensações que as obras de Tunga emitem. São fortes, simbólicas, e a espacialidade - música e natureza - criava um ar de mistério. Não pude deixar de imaginar diversas significações para tudo aquilo, me pareceu complexo, intimidador e infinitamente bonito.



2. Em seguida, ler a descrição da obra e tornar a observá-la.

Esse ponto é crucial, é quando tudo muda, nossa imaginação se fecha para a significação única dada pelo autor. As vezes, é esclarecedor entender a intenção do artista, e ainda mais satisfatório quando vai ao encontro de uma significação já imaginada. Todavia, em outras, é limitadora, sufocando  as diversas acepções feitas pelos observadores. As descrições das obras eram curtas e não muito claras, uma vez que Tunga não acreditava nessa completa rotulação da arte em um significado estático. Porém, conversando e escutando um guia apresentar as obra para um casal, passamos a conhecer melhor o artista - suas crenças, seus desejos e seus ideais - o que de fato tornou a leitura da exposição de arte mais fácil.



3. Observe a relação da obra com o prédio. Quais as interferência do prédio na obra?

A galeria, toda fechada por vidro, permite uma interface com a natureza sem rupturas, estando completamente aberta e exposta a esta. De forma inversa, a natureza densa e alta, fornece uma vedação, um bloqueio à paisagem distante, adquirindo um caráter de isolamento. Essa arquitetura moderna parece não conversar com a obra, na medida em que esta demanda um ambiente misterioso, intimidador,  o que é fatalmente corrompido pela entrada de luz excessiva. Se não fosse outros fatores como uma música de tensão no fundo, vídeos da abertura da galeria mostrando uma performance que gera incômodos, não haveria uma atmosfera condizente com a obra, fazendo com que o poder de impacto desta diminuísse drasticamente.



4. Reparar no prédio seus percursos internos. Como o prédio nos conduz até a obra?

O prédio, sendo completamente simétrico e estrategicamente pensado como tal, nos conduz de forma orgânica para as obras. É uma leitura fácil, no sentido que você se sente sendo guiado até elas, e não pensando em qual caminho tomar, ou se deixou de ver alguma obra. A declividade e a simetria são fatores que contribuíram muito para esse aspecto.



5. Observar o prédio no contexto do Inhotim. Como se dá sua inserção na paisagem? Como são os percursos até o prédio?

A galeria 21 não tem um acesso fácil, e sua interface com o Inhotim não se dá de forma explícita. O caminho pela natureza, que em muitas partes não é asfaltado, gera um pouco de dificuldade na locomoção e provoca dúvidas se o caminho seguido está certo. Contudo, pode-se reconhecer que este trajeto, apesar das dificuldades e da característica de isolamento, já cria e prepara o observador para um contexto artítico diferente, ambientando o mesmo na atmosfera das obras. O prédio, circundado por vegetação densa, faz um jogo que "revela e esconde" a obra, gerando curiosidade e instigando o observador a entrar, uma vez que, apesar de ser de vidro, as obras não ficam totalmente desveladas por essa transparência.


| Como chegar |

Seguindo o caminho laranja, A Galeria Psicoativa de Tunga corresponde no mapa ao G21



| Ambiente Externo |





| Ambiente Interno |




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